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A trajetória de Daniel Queiroz director da Embaúba Filmes

Daniel Queiroz
p. 34-43
Traduction(s) :
Le parcours de Daniel Queiroz directeur d’Embaúba Filmes [fr]

Résumés

L’entretien porte sur la récente maison de distribution embaúba Filmes, située dans le Minas Gerais et de son rôle pour la diffusion du cinéma d’auteur dont la diversité de sujets traités rend compte des grandes questions politiques et sociales que traverse le Brésil depuis 2017.

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Texte intégral

1A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação e difusão de obras autorais, num momento em que os hábitos de consumo de filmes encontram-se em completa transformação.AEmbaúba atua com a distribuição em todas as suas etapas, incluindo festivais de cinema, lançamentos no circuito comercial, negociações evendas para TV, VoD e sessões especiais.
A empresaé dirigida por Daniel Queiroz, que vem de uma experiência prévia de mais de 10 anos como programador do cinema. Queiroz é um dos coordenadores do Festival Semana de Cinema (nova denominação da Semana dos Realizadores) e trabalhou anteriormente no Cine Humberto Mauro, no Cine 104, no Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte e no Festival de Brasília, dentre outros.
Arábia, premiado longa-metragem de Affonso Uchôa e João Dumans, foi o primeiro lançamento da Embaúba para cinemas. Desde então já lançou diversos outros títulos de sucesso, como Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messara; Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes, No coração do mundo, de Gabriel Martins e Maurílio Martins e Foro íntimo, de Ricardo Mehedff.
A distribuidora busca se diferenciar pela qualidade de seu catálogo, apostando em filmes de grande relevância cultural e política (fonte: embaubafilmes.com.br).

2Sylvie Debs. Em 2018, você criou em Belo Horizonte a empresa de distribuição Embaúba Filmes, cujo nome vem de uma árvore. Por que a escolha deste logotipo?

3Daniel Queiroz. A escolha do nome Embaúba se deu de forma prosaica, por ser simplesmente uma árvore que gosto muito. Eu poderia justificar a escolha em termos conceituais, por ser uma árvore que cresce fácil, em terrenos pouco férteis ou pelo fato dela se destacar nas matas, sendo facilmente avistada no meio de outras espécies, mas o fato é que o escolhipela simpatia que tenho pela árvore e por achar o nome muito sonoro, com uma brasilidade forte.

Arábia (2017) de João Dumans e Affonso Uchôa

Arábia (2017) de João Dumans e Affonso Uchôa

4Antes de entrar nos detalhes do seu trabalho, você poderia nos dar um mapa do atual mercado brasileiro: quantos filmes são produzidos por ano, quantas salas de cinema existem e qual é a quota de mercado do cinema nacional em termos de bilheteira?

5De acordo com números publicados no Anuário Estatístico do Cinema Brasileiro 2021, publicado pela ANCINE, a quota de mercado do cinema brasileiro está em torno de 10 %, mas caiu drasticamente devido à pandemia para 1,7 % em 2021 para cerca de 3200 salas. Em 2017, foram lançados 160 filmes brasileiros, contra 129 em 2021. Veja a tabela em anexo.

6Que qualidades é preciso para ser bem-sucedido nessa profissão e quais são os seus critérios para escolher e defender um filme no mercado atual?

7Trabalhar com distribuição implica numa gama de conhecimentos bem variados. Faz-se necessário, obviamente, entender de cinema, de linguagem cinematográfica, que será importante na avaliação e seleção dos filmes com que se quer trabalhar. Mas, para além disso, é necessário conhecer os diversos circuitos de exibição, ter uma gama de relacionamentos na cadeia audiovisual e é fundamental também que se tenha alguma familiaridade com gestão, para dar conta da organização interna da empresa, para lidar com as múltiplas demandas cotidianas. Meus critérios para a escolha dos filmes são bastante pessoais. Quando decidi abrir uma distribuidora, o objetivo desde o início foitrabalhar com obras que eu admirava, com filmes que considero relevantes do ponto de vista artístico, com o desafio de conseguir comercializá-los e de fazê-los chegar a um público mais amplo.

8Como o fato de você ter sido programador em um cinema influencia nas relações ora em curso? Que se mantém do Daniel Queiroz “programador” agora no Daniel Queiroz “distribuidor” dos filmes da Embaúba?

9A experiência como programador foi fundamental, permitiu-me vivenciar a relação com as distribuidoras de um outro ponto de vista, além de compreender melhor como funcionam as coisas neste mercado. Mas para além das questões práticas, ter trabalhado como programador especializado em filmes brasileiros, em salas e festivais, por quase 15 anos, antes de enveredar pela distribuição, foitambém muito importante para adquirir uma bagagem e desenvolver contatos, que hoje me ajudam muito.

10Já em 2018, a forma como o cinema costuma ser “consumido” estava mudando, a pandemia acelerou o movimento: você poderia nos dizer qual é a porcentagem de cinema em VoD para o lançamento de filmes recentes?

11Eu não saberia citar percentuais no que diz respeito ao “consumo” de filmes ou mesmo em relação à arrecadação financeira com os mesmos. Fato é que temos experimentado dificuldades em todas as janelas. O público de cinema para os filmes de perfil mais autoral sempre foi limitado e vem diminuindo bastante e a ampliação das janelas deVoD não me parecem ter compensado isso. A internet poderia significar uma maior democratização do acesso aos conteúdos, mas o que temos visto é a concentração do público em poucas plataformas, cujos conteúdos disponibilizados são muito restritos.

Foro íntimo (2019) de Ricardo Mehedff

Foro íntimo (2019) de Ricardo Mehedff

12Falando da pandemia, você poderia nos falar do impacto direto que esta teve no seu jovem negócio de distribuição?

13A maior parte das nossas receitas ainda vem dos lançamentos de filmes em salas de cinema, de forma que o impacto da pandemia foi enorme. Mas começaram a surgir novas possibilidades de licenciamentos de filmes do nosso catálogo para programações online, de modo que não ficamos totalmente parados. Fizemos alguns lançamentos diretamente pela Internet e apesar de ter sido um período muito complicado do ponto de vista financeiro, creio que conseguimos ao menos tornar a Embaúba mais conhecida e ampliar bastante a circulação de filmes pela Internet, neste período. Conseguimos também levar adiante um projeto antigo, de criação de uma plataforma própria, a Embaúba Play.

14Vi no seu site que a empresa atua em diferentes etapas da distribuição. Quantas pessoas estão trabalhando com você e como vocês dividem as responsabilidades?

15Hoje temos 3 pessoas fixas na equipe, que cuidam das áreas de produção, comunicação / redes sociais e administrativo/financeiro. Mas contamos com outros prestadores de serviços regulares, como assessoria de imprensa e assessoria técnica.

16Para o cinema autoral que você escolheu para defender, quais são as melhores janelas de visibilidade no circuito de festivais nacionais e internacionais? Os festivais mais tradicionais, reconhecidos como os principais do mundo, como Cannes, Berlim, Veneza e Locarno, trazem muito prestígio para os filmes e rendem matérias na imprensa, mas não necessariamente se revertem diretamente em interesse de um público ampliado, no Brasil. O mesmo ocorre com os festivais brasileiros. Participar das competições dos principais eventos por aqui, como o Festival do Rio, Festival de Gramado, Olhar de Cinema, Mostra de Tiradentes ou Mostra de São Paulo, despertam a atenção de um público mais cinéfilo, mas não necessariamente significa que os filmes terão uma audiência amplificada.

No coração do mundo / Au cœur du monde (2019) de Gabriel Martins e Maurílio Martins

No coração do mundo / Au cœur du monde (2019) de Gabriel Martins e Maurílio Martins

17Qual é o impacto de um prémio nacional ou internacional na presença do filme nas salas de cinema e noVoD?

18Um prêmio num festival importante sempre ajuda, mas sinto que o impacto é bastante limitado. Temos casos de vários filmes premiados em festivais super importantes, que na prática tiveram público muito pequeno nos cinemas e demais janelas de exibição.

19Para negociar a venda do cinema brasileiro no estrangeiro, quais são os melhores mercados para você?

20A Embaúba tem trabalhado quase que exclusivamente no mercado brasileiro, de modo que não vou saber responder a esta questão.

21Você poderia nos dizer as regras do mercado para os meios de distribuição: qual é o prazo a respeitar entre as estreias nos festivais, o lançamento nas salas, o lançamento em VoD, as vendas televisivas, etc.?

22Não existem regras e temos visto uma mistura de janelas cada vez maior no Brasil. A distância entre o circuito de festivais e o lançamento no circuito comercial é uma decisão de cada filme. Há obras que optam por percorrer festivais por mais de um ano antes de seu lançamento comercial, enquanto outras optam por estrear em um festival e já ir diretamente para os cinemas na sequência. Antigamente os cinemas contavam com uma janela de uns 3 meses ao menos, antes do filme seguir para oVoD, mas hoje estes prazos têm se estreitado e há, inclusive, filmes que são lançados simultaneamente, nos cinemas e na Internet.

Inferninho (2019) de Guto Parente e Pedro Diógenes

Inferninho (2019) de Guto Parente e Pedro Diógenes

23A maioria dos cineastas nasceram nos anos 1980 e assumam diferentes responsabilidades: ator, diretor, dramaturgo, roteirista, crítico, curador, montador, produtor, etc. Isso é uma tendência geracional ou uma particularidade do cinema autoral e independente?

24Creio que é um pouco de cada. Por um lado, vejo uma tendência nesta geração de se desdobrar em várias funções distintas, mas percebo que isso também se deve a uma necessidade de sobrevivência num mercado em que é muito difícil manter uma carreira apenas na direção. Os profissionais costumam desempenhar outras funções como forma de se manter ativos, de poder seguir trabalhando com cinema.

25Fiquei impressionada com a diversidade dos temas abordados, que permitiram levar para a tela a diversidade e complexidade do país, bem como as suas preocupações: religião, política, trabalho, imobiliário, prostituição, orientação sexual, justiça. Isto deve-se às suas escolhas editoriais ou reflete a produção atual?

26Um pouco de cada. Felizmente temos visto uma maior diversidade de temas abordados pela produção atual, mas sempre busquei, para a Embaúba, filmes com um forte viés político e social. Não me interessa um cinema de mero entretenimento. Quero distribuir longas que proponham reflexões, estimulem um debate crítico e que façam isso com um trabalho elaborado em relação à linguagem cinematográfica. As obras que mais me interessam são justamente as que tratam de temas relevantes, mas de uma forma interessante. O tema é fundamental, mas o tema por si só é pouco, acho sempre importante pensar em forma e conteúdo ao buscar filmes para o catálogo da Embaúba.

27Outro fato notável é a presença de populações africanas e indígenas: a rainha de congo da Guarda de Moçambique Treze de Maio e rainha da Federação dos Reinados do estado de Minas Gerais em A rainha Nzinga chegou, de Júnia Torres e Isabel Casimira; a amiga da diretora Joana Oliveira, Kevin de Ouganda, no filme Kevin; os Krahô na Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza: como você avalia essa presença?

28Isso é um reflexo natural dos meus interesses, de buscar filmes que tratam de realidades e povos diversos.

Anuário Estatístico do Cinema Brasileiro 2021 ancine

Anuário Estatístico do Cinema Brasileiro 2021 ancine

29Os subúrbios, as favelas, as grandes periferias, as comunidades rurais também ganham mais espaço e visibilidade na tela, como em Fé e fúria, de Marcos Pimentel; A rua Guaicurus, de João Borges; Pajeú, de Pedro Diógenes; As cores do divino de Victor Costa Lopez; No coração do mundo, de Gabriel e Maurílio Martins ou Inferninho de Guto Parente e Pedro Diógenes: como você enxerga esse dado?

30A resposta seria a mesma da questão anterior, o interesse que tenho em filmes que tratam de realidades e povos diversos. Como espectador, sempre gostei muito desta possibilidade que o cinema nos traz de mergulhar em novos universos, diferentes dos nossos, conhecer outras culturas, outros povos, vivenciar experiências de terceiros, por meio da tela.

31Apresença das famílias e populações negras é cada vez mais forte, que seja em Marte Um, de Gabriel Martins que apresenta uma família negra de classe média baixa ou em Sementes: mulheres negras no poder, de Éthel Oliveira e Julia Mariano que relata como, sob o impacto do assassinato de Marielle Franco, mulheres negras em várias partes do Brasil disputam as urnas nas eleições de 2018 para ocupar o Congresso Nacional e Assembleias Legislativas, passando por Lutar, lutar, lutar, de Sérgio Borges e Helvécio Marins Jr., um documentário sobre o Clube Atlético Mineiro, mostrando um time que nasce da utopia de unir o branco e o preto, o pobre e o rico, e que resiste ao infortúnio e às injustiças dentro e fora de campo. Na sua opinião, isso reflete uma verdadeira mudança na consciência desta geração de meia-idade e responde a uma procura pública?

32O movimento negro no Brasil tem muito a nos ensinar. Vivemos num país profundamente desigual e racista, que tem muito a fazer para superar as mazelas advindas da escravidão. Como um homem branco, de classe média, sempre tive muitos privilégios, mas por muitos anos isso não foi objeto de reflexão. Foi o convívio com uma nova geração mais aguerrida e questionadora que me levou a repensar muitas coisas. Sinto que existe sim esta mudança de consciência de uma geração de meia idade, mas infelizmente ainda muito limitada, é algo que precisar mudar radicalmente, se quisermos evoluir para uma sociedade mais justa, solidária e que trabalhe para reparar nossas chagas históricas. A procura pública por filmes relacionados a estes assuntos tem aumentado, mas ainda é algo muito localizado, numa certa “bolha”.

Gabriel Martins, Daniel Queiroz e Maurílio Martins

Gabriel Martins, Daniel Queiroz e Maurílio Martins

33Enquanto os cineastas SP e RJ estão bem representados no seu catálogo, há também uma forte presença do cinema Minas Gerais, incluindo produtora Filmes de Plástico: poderia explicar o seu impacto no mercado?

34Historicamente, o cinema brasileiro sempre teve uma concentração muito grande no eixo Rio/São Paulo. As políticas públicas recentes, que promoveram maior descentralização de recursos, permitiram o surgimento de outras filmografias muito fortes, como a de Recife, Ceará e de Minas. Pelo fato de eu ser de Minas e ter muitas relações pessoas com realizadores do Estado, naturalmente consegui fechar parcerias para distribuir filmes daquipela Embaúba. A Filmes de Plástico é hoje uma referência nacional e mesmo internacional, uma produtora de Minas que conta com um trabalho de excelência, de artistas muito talentosos e para mim é uma alegria enorme poder estar ao lado deles, distribuindo filmes como No coração do mundo, Marte Um e outros que virão num futuro próximo.

35Para finalizar, vamos abordar dois sucessos da Embaúba Filmes: o seu primeiro lançamento foi o de Arábia (apresentado em Toulouse antes do seu lançamento no Brasil), um filme verdadeiramente excepcional e surpreendente na sua simplicidade e profunda humanidade, que já ganhou inúmeros prémios internacionais: como você vivenciou isso?

36Arábia foi um filme fundamental para a criação da Embaúba. O fato de eu ter decidido abrir a distribuidora se deveu, em boa medida, à possibilidade de contar com o Arábia para iniciar este trabalho. Em 2017 eu estava sem nenhum trabalho fixo, fazendo programações para mostras e festivais, mas constatando na prática a inviabilidade de seguir como um curador/ programador freelancer no Brasil. Neste ano fui convidado pelos amigos Affonso Uchôa e João Dumans, diretores do Arábia, para ajudá-los na distribuição do Arábia para festivais internacionais de cinema. Já havíamos conversado sobre a possibilidade de eu vir a abrir uma distribuidora e eles manifestaram o desejo que eu o fizesse, para que juntos trabalhássemos o lançamento do Arábia também nas salas de cinema e outros mercados. Foi então um super incentivo, pois eu sabia ter em mãos um filme muito raro, que certamente ajudaria a abrir muitas portas (e ajudou).

37O segundo é o suspense que durará até 12 de Março de 2023, ou seja, a seleção do filme Marte Um (também apresentado no Cinélatino 2023 em Toulouse) como o filme brasileiro representado no Oscar. Parabéns. O que é que isto vai mudar para você nas próximas semanas?

38Só o anúncio do filme como representante brasileiro já mudou muita coisa, independentemente de vir a ser um dos filmes que efetivamente concorrerá ao Oscar. O interesse pelo filme cresceu muito com esta indicação. A estreia do filme havia sido em 34 salas de cinema e, com a indicação, chegamos a dobrar o número de salas. O interesse do público e da mídia também aumentou demais. Apesar de trabalhar com cinema desde 2005, eu não tinha a devida dimensão da força que o Oscar possui. Isto abriu portas para conversas com cinemas e com “players” que até então não davam muita atenção à Embaúba. Se a seleção se concretizar, a intenção é fazer um grande relançamento em salas de cinema e aproveitar ao máximo a visibilidade trazida. O que queremos sempre é que os filmes sejam mais vistos e tudo isso tem contribuído muito para que o Marte Um chegue bem mais longe do que sonhávamos. Com os filmes do nosso catálogo, consideramos um sucesso quando chegamos a 10 mil espectadores nos cinemas. Com Marte Um já passamos de 80 mil e o filme ainda segue em cartaz. Além disso, temos recebidos dezenas de convites para exibições em todos os cantos do país, em sessões organizadas por cineclubes, escolas, universidades, associações, coletivos... espero que isso se reflita também em outros filmes, que não seja um fenômeno isolado, pois creio que o nosso maior desafio, com o cinema autoral, é justamente “furar a bolha” e disputar espaço com os filmes de perfil mais comercial.

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Table des illustrations

Titre Arábia (2017) de João Dumans e Affonso Uchôa
URL http://journals.openedition.org/cinelatino/docannexe/image/10482/img-1.png
Fichier image/png, 321k
Titre Foro íntimo (2019) de Ricardo Mehedff
URL http://journals.openedition.org/cinelatino/docannexe/image/10482/img-2.png
Fichier image/png, 127k
Titre No coração do mundo / Au cœur du monde (2019) de Gabriel Martins e Maurílio Martins
URL http://journals.openedition.org/cinelatino/docannexe/image/10482/img-3.png
Fichier image/png, 568k
Titre Inferninho (2019) de Guto Parente e Pedro Diógenes
URL http://journals.openedition.org/cinelatino/docannexe/image/10482/img-4.png
Fichier image/png, 224k
Titre Anuário Estatístico do Cinema Brasileiro 2021 ancine
URL http://journals.openedition.org/cinelatino/docannexe/image/10482/img-5.png
Fichier image/png, 376k
Titre Gabriel Martins, Daniel Queiroz e Maurílio Martins
URL http://journals.openedition.org/cinelatino/docannexe/image/10482/img-6.png
Fichier image/png, 361k
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Pour citer cet article

Référence papier

Daniel Queiroz, « A trajetória de Daniel Queiroz director da Embaúba Filmes »Cinémas d’Amérique latine, 31 | 2023, 34-43.

Référence électronique

Daniel Queiroz, « A trajetória de Daniel Queiroz director da Embaúba Filmes »Cinémas d’Amérique latine [En ligne], 31 | 2023, mis en ligne le 23 novembre 2023, consulté le 06 septembre 2026. URL : http://journals.openedition.org/cinelatino/10482 ; DOI : https://doi.org/10.4000/1385o

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Auteur

Daniel Queiroz

Daniel Queiroz é diretor da distribuidora mineira Embaúba Filmes e da plataforma de streaming Embaúba Play, especializadas em cinema brasileiro contemporâneo. Iniciou sua trajetória no cineclubismo, na década de 1990. Foi coordenador e programador de duas importantes salas de cinema de Belo Horizonte, o Cine Humberto Mauro e o Cine 104 e curador de diversas mostras e festivais, com destaque para o Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte e a Semana de Cinema do Rio de Janeiro.

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Droits d’auteur

CC-BY-NC-ND-4.0

Le texte seul est utilisable sous licence CC BY-NC-ND 4.0. Les autres éléments (illustrations, fichiers annexes importés) sont susceptibles d’être soumis à des autorisations d’usage spécifiques.

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