Bibliografia
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Notas
Neste sentido, veja-se a tese de Mestrado dedicada às Pinturas Murais de S. Francisco de Leiria publicada pelos livros Horizonte: As Pinturas Murais da Igreja do Convento de São Francisco de Leiria. Lisboa: Livros Horizonte, 2003. E a sua tese de Doutoramento (obra que fez um vasto levantamento à grande maioria do corpus de pintura mural do País) -A Pintura Mural Portuguesa entre o Gótico Internacional e o Fim do Renascimento. Formas, Significados, Funções.
Pintura Mural no fim da Idade Media e inicio da Idade Moderna no Norte de Portugal defendida na Universidade do Minho em 2007.
E que apagaram ou obliteraram as pinturas pré-existentes.
Sobre o conceito memória colectiva consultar Maurice HALBWACHS - La mémoire collective. Paris: Albin Michel, 1997.
Perspectiva mais tarde desenvolvida pelo mesmo autor na obra La vraie image: croire aux images?, Paris: Gallimard, 2007.
BASCHET, Jérôme - L'iconographie médiévale. Paris : Gallimard, 2008.
Como ela é trabalhada por Jacques Le Goff em obras como o « Nascimento do Purgatório”.
ANHEIM, Etienne « Art, littérature et anthropologie historique. Quelques réflexions historiographiques ». L'Atelier du Centre de recherches historiques. [Em linha]. Nº6 (2010) [Consultado dia 8 de Abril de 2011] Disponível em 3 de Julho de 2010
ALBERT, J.-P. « L’histoire et l’anthropologie : convergences et spécificités ». L'Atelier du Centre de recherches historiques. [Em linha]. Nº6 (2010) [Consultado a 8 de Abril de 2011] Disponível em 7 de Maio de 2010. Para aprofundar a síntese feita por Bourdieu entre estrutura e acção consultar BOURDIEU, Pierre – Esboço de uma teoria da prática: precedido de três estudos etnologia Cabila. Oeiras: Celta Editores, 2002.
ANHEIM, Etienne - Op. Cit.
BELTING, Hans - Pour une anthropologie des images. Paris : Gallimard, 2004, p.35
BELTING, Hans - L’Image et son Public au Moyen Age. Paris : G. Monfort, 1998, pp.2-3
BELTING, Hans - Pour une anthropologie des images. Paris : Gallimard, 2004, p.43
BELTING, Hans - La vraie image: croire aux images ?, Paris: Gallimard, 2007, p.31
Expresso no seu artigo : Introduction : L’ Image-Objet in. SCHMITT, J.-C. e BASCHET, J. (Coord.) -L´Image. Fonctions et usages des images dans l’Occident médiéval. Paris : Le Léopard D’or, pp.7-26. E mais tarde desenvolvido, principalmente na introdução do livro de BASCHET, Jérôme - L'iconographie médiévale. Paris: Gallimard, 2008.
BASCHET, Jérôme - L'iconographie médiévale. Paris : Gallimard, 2008, p.9
Idem, Ibidem, p.59
Idem, Ibidem, p.100
Sobre esta ideia consultar a obra:SEVERI, Carlo - Le principe de la chimère : une anthropologie de la mémoire. Paris: Éd. Rue d'Ulm (Musée du Quai Branly), 2007.
Segundo Philippe Descola as ontologias projectam-se e interagem com as imagens: DESCOLA, Phillippe - “Manieres de voir, manières de figurer ». In DESCOLA, Philippe (Coord.), La Fabrique des images. Visions du Monde et formes de la représentation. Paris: Somogy (Musée du quai Branly), 2010, p.17
BASCHET, Jérôme - Op. cit., p.49
AFONSO, Luís Urbano -“Manter a Freguesia no século XVI: Os frescos de São Francisco de Bragança e a Virgem da Misericórdia.”. Cadernos Terras Quentes, nº2, (2005).
Por exemplo Luís Urbano Afonso (tanto na sua tese de Doutoramento com no artigo acima referido).
Paula Bessa coloca a dúvida se puderam ser os Profetas ou os Apóstolos, inclinando-se mais para a hipótese dos Apóstolos pelo número de nichos existentes – BESSA, Paula - Pintura Mural no fim da Idade Média e início da Idade Moderna no Norte de Portugal. 2007, p.255-256; tese defendida na Universidade do Minho.
Não procuramos sem dúvida fazer uma análise do nível iconográfico ou iconológico, no entanto usamos esta terminologia, pela sua grande divulgação, para melhor definir as temáticas das pinturas.
BASCHET, Jérôme - Op. cit., p.99
Idem, Ibidem, pp.99-100
Para perceber a diferenciação entre produções artísticas e imagens de devoção e culto consultar BELTING, Hans - Image et culte : une histoire de l'art avant l'époque de l'art. Paris: Ed. du Cerf, 1998
LORD, Peter - The visual culture of Wales: Medieval Visions. Cardiff: University of Wales Press, 2003, p.156
BELTING, Hans -Pour une anthropologie des images. Paris : Gallimard, 2004, p.34
Idem, Ibidem, p.34
CAMILLE, Michael - The Gothic Idol: ideology and image-making in Medieval art. Cambridge: Cambridge University Press, 1989. Prefácio, XXVI
MARKS, Richard - Image and devotion in late medieval England. Stroud: Sutton, 2004, p.26
Idem, Ibidem, p.27
BELTING, Hans - Image et culte : une histoire de l'art avant l'époque de l'art. Paris: Ed. du Cerf , 1998, p.15
Idem, Ibidem, p.20
Idem, Ibidem, p.17
BASCHET, Jérôme - Op cit., p.84
Para perceber o papel do Purgatório no modo diverso de percepção do conceito de alma individual consultar: LE GOFF, Jacques - O Nascimento do Purgatório, Lisboa: Editorial Estampa, 1993 e FOURNIÉ, Michelle - Le ciel peut-il attendre? Le culte du purgatoire dans le Midi de la France (v. 1320-v. 1520).Paris : Les Éd. du Cerf, 1997.
BASCHET, Jérôme - La civilisation féodale. De l’an mil à la colonisation de l’Amérique. Paris : Flammarion, 2006, p. 467
BASCHET, Jérôme - Les justices de l’au-delà. Les représentations de l’enfer en France et en Italie (XIIe-XVe siècles). Rome : École Française de Rome Paris : 1993, pp.140-142
Ibidem, p. 139
Deixamos a ressalva que a composição não é totalmente visível, no entanto por uma análise cuidada do seu corpus parece-nos não existir essa divisão.
Quando nos referimos a posição orante falamos, não da posição assumida com os braços elevados como no inicio da cristandade, mas sim a posição de mãos postas ao nível do peito.
SCHMITT, Jean-Claude - La raison des gestes dans l’Occident médiéval. Paris: Gallimard, 1990
FREEDBERG, David e GALLESE, Vittorio “Motion, emotion and empathy in esthetic experience”. Trends in Cognitive Science, Vol. 11, nº 5, (2007), pp.197-203.
Segundo Schmitt, na Idade Media os gestos exteriores eram considerados o espalho de uma alma “domesticada”, nesse sentido, estes eram importantes como demonstração da devoção individual e colectiva. SCHMITT, Jean-Claude - La raison des gestes dans l’Occident médiéval. Paris: Gallimard, 1990.p.18
Para esta concepção contribui, também, a ideia de que as imagens interagem entre si, o que leva a pensar que a Jerusalém celeste do lado da epístola da capela-mor poderá ser um seguimento ao Juízo Final.
MARKS, Richard - Op. cit., p. 21
Para perceber este conceito consultar as obras :PANOFSKY, Erwin - Peinture et dévotion en Europe du Nord à la fin du Moyen âge. Paris: Flammarion, 1997 e BELTING, Hans - L’Image et son Public au Moyen Age. Paris: G. Monfort, 1998.
Veja-se as Laudas e cantigas do mestre André Dias publicadas por Mário Martins: MARTINS, Mário - Laudes e cantigas espirituais de Mestre André Dias. Roriz: Mosteiro de Singeverga, 1951, principalmente da página 6 à 120.
DONADIEU-RIGAUT, Dominique - Penser en images les ordres religieux, XIIe-XVe siècles. Paris : Éditions Arguments, 2005
Para compreender esta ideia consultar: DONADIEU-RIGAUT, Dominique - Penser en images les ordres religieux, XIIe-XVe siècles. Paris: Éditions Arguments, 2005
Ora vejamos o Escapulário no caso dos Carmelitas.
DELUMEAU, Jean - Rassurrer et Protéger. Le sentiment de sécurité dan l`Occident d’autrefois. Paris: Fayard, 1989, pp. 263-264
DONADIEU-RIGAUT, Dominique « Les ordres religieux et le manteau de Marie ». Cahiers de Recherches Médiévales, (2001)
Vejamos o Escapulário no caso dos Carmelitas.
DELUMEAU, Jean - Op. cit., pp. 263-264
DONADIEU-RIGAUT, Dominique « Les ordres religieux et le manteau de Marie ». Cahiers de Recherches Médiévales, (2001)
«Un moine de notre ordre, qui avait une dévotion particulière pour Notre-Dame, fut, il y a quelques années, ravi en esprit, et admis à contempler le ciel de gloire. Ayant vu les divers ordres (ordines) de l’Église triomphante, les Anges, les Patriarches, les Prophètes, les Apôtres, les Martyrs, les Confesseurs, et, répartis selon leurs insignes, 1es Chanoines Réguliers, les Prémontrés, les Clunisiens, il s’inquiéta de son ordre à lui (de suo ordine). Et il regardait de tous côtés, et ne découvrait aucun des siens dans le Royaume de Gloire. Alors se tournant vers la bienheureuse Mère de Dieu, il gémit et lui dit : “Pourquoi donc, Dame très sainte, ne vois-je ici personne de Cîteaux ? Pourquoi les plus dévoués de vos serviteurs sont-ils exclus de ces béatitudes ?” Et la Reine du Ciel lui répondit : “Ceux de Cîteaux me sont au contraire si chers et si familiers que je les réchauffe sous mes bras” (sub ulnis meis foveam). Et ouvrant le manteau (pallium) qui la couvrait et qui était d’une largeur merveilleuse, elle lui montra une multitude innombrable de moines (innumerabilem multitudinem monachorum), de frères convers et de nonnes. Lui, plein d’une grande joie, rendit grâces, et son esprit ayant réintégré son corps, il raconta à son abbé ce qu’il avait vu et entendu. » Cit. DONADIEU-RIGAUT, Dominique - Op. cit.
AFONSO, Luís Urbano “Manter a Freguesia no século XVI: Os frescos de São Francisco de Bragança e a Virgem da Misericórdia”. Cadernos Terras Quentes, nº2, (2005)
Idem, Ibidem
DELUMEAU, Jean - Op cit., p. 261
RIGAUX, Dominique - Une mémoire pour l'avenir : peintures murales des régions alpines = Una memoria per l'avvenire : pitture murali delle regioni alpine. Novara: Interlinea, 1997, p.174
MARKS, Richard - Op. Cit..p.38; também na análise das Laudes e cantigas do Mestre André Dias esta aparece como protectora das almas para o Paraíso “ Ajudanos senhora e nos conforta, e se falecermos nos conporta e nos conduz, aa porta do teu reyno, honde tu es verdadeira luz, que todo peccador guya e aduz ao logar muyto dino, que he a gloria do parayso, e porem roga por nos sempre ao teu Jhesu Christo, que nos leve ao seu reyno glorioso e infinito, ámen.” ( fls. 40-40 v.) MARTINS, Mário - Laudes e cantigas espirituais de Mestre André Dias. Roriz: Mosteiro de Singeverga, 1951, p.121
Sobre esta ideia de uma perspectiva mais ligada à antropologia consultar CHRISTIAN, William A. -Religiosidad local en la España de Felipe II. Madrid: Nerea, 1991.
Para está ideia contribuíram imagens da Virgem do Manto difundidas em obras de larga difusão como no SPECULUM HUMANÆ SALVATIONIS: http://danielmitsui.tripod.com/aaaaa/bpbig/shs157.jpg, ou noutra edição, http://www.biblical-art.com/artwork.asp?id_artwork=21630&showmode=Full#artwork
DONADIEU-RIGAUT, Dominique - Penser en images les ordres religieux, XIIe-XVe siècles. Paris : Éditions Arguments, 2005.p.49
Sobre esta ideia ler DUFFY, Eamon in MARKS, Richard (Coord.) - Gothic: art for England, 1400-1547. London: V&A publ., 2003, p.57
A imagem ligada ao som e a palavra é determinante no exercício da memória. Para aprofundar esta questão SEVERI, Carlo - Op. cit., p.33
MARKS, Richard - Image and devotion in late medieval England. Stroud: Sutton, 2004, p.42 Para desenvolver esta ideia consultar, também DIDI-HUBERMAN, Georges - L'image ouverte: motifs de l'incarnation dans les arts visuels. Paris: Gallimard, 2007.
BESSA, Paula - Op cit., 257
RIGAUX, Dominique - Op. Cit., p.199
DELUMEAU, Jean - Que reste-t-il du paradis?. Paris: Fayard, 2000, p.9
Este conceito muito mais ligado à composição de imagens do que a simples retenção de ideias. CARRUTHERS, Mary J. - The craft of thought: meditation, rhetoric, and the making of images, 400-1200. Cambridge: Cambridge University Press, 1998, p.3
Idem, Ibidem, .p.7
Idem, Ibidem, .p.8
Segundo os estudos de Mary Carruthers.
CARRUTHERS, Mary J. - Op. cit., p.12
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