Sobre a situação geográfica
Mapa
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Texto originalmente publicado como Über Die Geographische Lage. Eine Politisch-Geographische Betrachtung. O artigo foi destinado a uma publicação comemorativa do 80º aniversário do geógrafo e etnólogo Pieter Johannes Veth, impressa em Leiden, Holanda, em 1894. Posteriormente, foi reeditado na coletânea póstuma organizada por Hans Helmut, Kleine Schriften von Friedrich Ratzel (Munchen und Berlin. Oldenbourg, 1906, pp. 284-290).
Luciana Martins é Professora do Departamento de Linguagens, Culturas e Linguística Aplicada do Birkbeck – University of London e pesquisadora convidada do Royal Botanic Gardens Kew (Reino Unido). Ao ceder gentilmente à Terra Brasilis a tradução desse texto, a autora deseja assinalar a inestimável ajuda do professor Ferdinand Reis em sua execução, a quem considera coautor da tarefa. As duas figuras incluídas nesta tradução, cabe ressaltar, não constam na edição original; portanto, a escolha por sua inclusão é iniciativa dos editores da Terra Brasilis.
Texto integral
A importância da situação político-geográfica
- 1 A Germânia toda é separada dos povos da Gália, da Récia e da Panônia pelos rios Reno e Danúbio; dos (...)
1Na vida dos povos há permanências e mudanças. Quando passamos o olhar por feitos e sofrimentos de uma sequência de gerações de um mesmo povo, vem a nós a imagem do movimento do fluxo de um rio. Onda após onda segue seu caminho, com força igual e ininterrupta; não se rompe o fio do movimento na profundidade límpida e verde. Mas, de tempos em tempos, o rio turva-se, borbulhas vêm à tona como em ebulição e logo em seguida, com força permanente, segue seu caminho transparente e liso. A próxima onda sofre a mesma interferência e, assim, todas as seguintes, no mesmo lugar. Uma rugosidade, uma proeminência no leito do rio que obstrui o fluxo harmonioso é a causa da alteração que foi superada, para se opor a cada nova onda com a mesma força. O rio sempre se renova, pois continua a fluir. Mas a forma de seu leito permanece a mesma e faz com que o fluxo seja submetido, no mesmo lugar, às mesmas interferências. Assim caminham as gerações da humanidade sobre a Terra, cujo solo, imutável ou pouco mutável, exerce sobre seu movimento, no mesmo lugar, a mesma influência. Nos dois vocábulos curtos “situação geográfica” resume-se esta permanência no movimento, que faz parte do solo do planeta e que se expressa em qualquer forma de vida na superfície terrestre. A situação determina, ainda, o solo, o clima, os limites, a extensão e a quantidade traduzindo-se, portanto, em todas as manifestações da vida. A pergunta “Onde se encontra?” é uma das mais essenciais no julgamento das coisas da Terra. Em princípio, esta pergunta é a primeira na geografia; o estudo da geografia deve almejar poder sempre respondê-la com relação a qualquer assunto importante e, na pesquisa geográfica, a observação da situação deve se tornar hábito do pensamento. Quando penso num país, vem-me à mente, espontaneamente, um determinado lugar na superfície terrestre: a Terra deve me aparecer como um poliedro; cada país, cada parte do mar, uma faceta que o globo me mostra. A situação é o fixo, especialmente no fluxo dos fenômenos políticos; mas ela representa também, no curso de processos históricos maiores, por assim dizer, uma bacia, à qual retornam as ondas, após rápida turbulência, procurando descanso. Um povo que mantém o país, mantém-se a si próprio. Conservar sua terra, usufruí-la em todos os sentidos, gozar a vida na sua plenitude dentro de suas fronteiras, seria o objetivo último de uma nação, ao qual retorna para salvar-se das tentativas de entregar sua vida a outras vocações. Os romanos conheciam as terras germanas entre o Reno e o Vístula, entre o Danúbio e o mar do Norte. Germania omnis a Gallis Raetisque et Pannoniis Rheno et Danubio fluminibus, a Sarmatis Dacisque mutuo metu aut montibus separatur,1 lê-se na Germania de Tácito. Apesar de as terras terem sido abandonadas por migrações e da tendência do Sacro Império Romano Germânico para se expandir ao sul e ao leste, a essência da Alemanha permaneceu. Mas somente lutando o povo alemão conservou aquela terra que fora ocupada. Pela história alemã estende-se a disparidade de ideias entre manter o que se tem e tender para fora para aquisições incertas e almejadas. Juntar-se ao que foi dado pela natureza se mostrou como sendo o melhor, e a nação alemã sempre foi superior a qualquer outra nação, quando manteve mais firmemente o que lhe pertencia, aproveitando-se de seu patrimônio nacional.
2A importância da situação está em que cada coisa receba impulsos e estímulos de seus vizinhos e a eles retribua. Consideram-se, nessa ação, tanto os mais próximos quanto os mais distantes. Desses contatos, a situação determina o “como?” e o “quanto?”. A participação de uma área mais ampla na vida de um lugar ou de um país nela localizado confere à representação da situação um conteúdo que ultrapassa de longe a indagação “onde?”, que concerne à característica topográfica. A situação significa, nesse sentido, um intercâmbio, uma troca viva de assimilações e irradiações. Destarte, não pode ser interpretada simplesmente como uma vizinhança de corpos inanimados que jazem lado a lado, mas sim como uma articulação. Não há membros dos corpos políticos ou da humanidade que possam ser considerados absolutamente isolados, por mais distantes que se encontrem. Uma multiplicidade dessas trocas é possível para cada ponto da Terra. Toda descrição geográfica deve mencionar as mais importantes, iniciando-se pelas maiores, isto é, as mais abrangentes.
3A situação de um país significa simultaneamente que este pertence a uma determinada parte da superfície terrestre, onde, portanto, se expressa sempre um certo número de característica naturais, inerentes ao país pela sua própria situação. Cada hemisfério, continente ou mar oferece ao país que neles se situa ou às suas margens uma parte de suas características. O mesmo vale para as características étnicas, religiosas e culturais amplamente difundidas. Há estudos sobre tribos negras, islâmicas e dos povos primitivos tanto em regiões de dominância negra, como também islâmica e dos povos primitivos. Na situação, inclui-se a adesão a agrupamentos de Estados, compostos por Estados contíguos. Livre de todos os efeitos do ambiente, a situação em si é uma característica de um lugar ou de um país quando comparado com os outros. Assim, na Europa Central é a situação medial que prevalece, enquanto nas fronteiras oeste e leste da França são as situações, respectivamente, litorânea e continental
Situação e extensão
- 2 A medida no original é Q M, que se supõe milhas quadradas (N. do T.).
4Uma parte essencial da situação geográfica é o tamanho, ou, mais precisamente, a extensão da superfície. O que mudar no tamanho causará mudança na situação. Se a situação for delimitada por linhas fixas – como as zonas geográficas –, a cada alteração da extensão corresponderá, por conseguinte, uma nova delimitação da situação. O Império Carolíngio adquiriu, ao expandir-se até o Elba, muito mais em situação do que em território porque, como isso, alcançou o litoral sul do mar do Norte. A Polônia perdeu, na primeira partilha, não apenas um quarto de sua superfície (3125 de aproximadamente 12600 milhas quadradas),2 mas também, concomitantemente, o acesso ao mar Báltico; na segunda, perdeu não apenas mais da metade do que havia sobrado, como também sofreu um estreitamento, devido às pressões do oeste e do leste, chegando a contactar o Vístula, ou melhor, foi espremida em sua direção.
- 3 Ratificou-se a opção de traduzir Völkchen (versão diminutiva de Volk) por “povinho”, a fim de trans (...)
5A situação não pode ser separada do território de uma nação. Não apenas pelas razões já mencionadas, mas também por outras: como elemento complementar necessário da descrição e de uma fiel estimativa do peso político de um país. Se hoje criássemos um suposto “Reino Polonês” composto pela Galícia e pela Polônia Russa, resultaria num país com 14 milhões de habitantes, quatro vezes maior que a Holanda e a Bélgica, enquanto estes, juntos, somam apenas 10 milhões. Mas esse país hipotético, afastado do mar, cercado pela Rússia, Áustria e Alemanha, não alcançaria nem a autonomia nem o peso econômico e, consequentemente, nem o peso político obtidos por aqueles reinos. Sua situação seria, a priori, a mais altamente desfavorável concebível na Europa, o Atlântico. Além disso, seria um país pequeno cercado somente por países grandes. Ainda que os tchecos se gabem de seu grande número de habitantes, pensamos neles apenas como uma ilha dentro da nação alemã; Praga seria uma estação da ferrovia Berlim-Viena, as capitais alemãs ao norte e ao sul. Certas ambições nacionalistas pouco expressivas – a dos eslovenos na Estíria e na Krajina, por exemplo – só podem ser entendidas se cotejarmos a situação desfavorável desse povinho [Völkchen]3 que quer se cristalizar com a extensão desprezível de seu território. Encontra-se, em cada unidade política, uma paisagem que se destaca em relação às demais. Em geral, a excelente posição de Brandemburgo, a do norte de Flandres e a de Castela são tomadas como resultados puramente históricos, mas há também razões geográficas que certamente não se encontram apenas na extensão – que se sabe pequena –, mas sim na situação. Em Flandres, todos os fatos típicos relacionados à natureza do terreno neerlandês, historicamente tão eficazes, se adensam pela situação peninsular, medial entre o Schelde e o Ems, e favorecida pelos braços da embocadura do Reno de tal modo que transforma esta província em um extrato de todas as demais, por assim dizer. A Holanda inteira se reconhece no espelho dessa província, em seus contornos mais nítidos. Assim, explica-se a preferência por este local nas representações gerais dessa terra. Comparada com a importância da situação – central, em Castilla, de abertura natural da Alemanha do Norte, em Brandemburgo –, a extensão fica em segundo plano. Quando, porém, se considerar as situações de importantes cidades, ilhas desfiladeiros etc., percebemos que estas excluem, às vezes por completo, o valor da extensão, pois a situação representa toda sua relevância.
6O espaço político tem, enfim, algo de abstrato, enquanto à situação política, em comparação, pode-se atribuir um caráter delimitado, orgânico. Essas constantes da geografia tornam-se, com isso, ainda mais decisivamente interdependentes. A situação é determinada pelas características da superfície terrestre em maior intensidade do que o espaço. Grandes modificações territoriais alteram também a situação; seus elementos básicos, no entanto, podem permanecer inalterados. Com todas suas transformações territoriais, a França manteve sempre sua situação entre o Oceano e o Mediterrâneo, entre os Pirineus e os Alpes. Muitas variações territoriais não são senão fenômenos de crescimento que partem de uma base firme, fazendo com que o espaço pareça, naturalmente, uma qualidade menos importante do que a situação. O notável avanço da situação insular desprovida de espaço diante da situação – que se regala com sua plenitude territorial – também aponta nessa direção.
Figura 1. Mapa da Europa (Rand McNally and Company, 1897)
Note-se a excepcional situação geográfica da França, com suas três “frentes”: atlântica, continental e mediterrânea. Somente a Espanha poderia reivindicar semelhante condição no espaço continental, embora de maneira muito mais periférica.
Rand, McNally & Company's indexed atlas of the world map of Europe. Copyright 1891, by Rand, McNally & Co. Engravers, Chicago. (1897). Disponível na David Rumsey Historical Map Collection <https://www.davidrumsey.com/luna/servlet/s/449bba>
Figura 2. Detalhe do mapa da Europa – Situação do suposto Reino Polonês, Holanda e Bélgica (Rand McNally and Company, 1897)
No lado direito do mapa vê-se o suposto Reino Polonês proposto por Ratzel, formado pela porção territorial convexa do Império Russo (em amarelo) vizinha ao Império Alemão, somada à Galícia (em rosa), situada a norte e nordeste do Império Austro-Húngaro, para além dos montes Cárpatos. Na parte central do mapa vê-se a Holanda e a Bélgica, às quais o autor atribui situação muito mais favorável.
Rand, McNally & Company's indexed atlas of the world map of Europe. Copyright 1891, by Rand, McNally & Co. Engravers, Chicago. (1897). Disponível na David Rumsey Historical Map Collection <https://www.davidrumsey.com/luna/servlet/s/449bba>
A definição da situação político-geográfica
7O conceito de “situação”, aparentemente simples, é multifacetado na geografia política, o que atrapalha sua definição. Pequenos espaços como cidades, montanhas e desembocaduras podem ser entendidos como pontos, definidos pelas coordenadas geográficas. A geografia política, que trata geralmente de espaços maiores com contornos irregulares, pode tirar pouco proveito deste artifício, onde a redução a um ponto da superfície terrestre levaria a abstrações totalmente enganadoras e sem valor. Na época de Desmarest ou Buffon, prestava-se mais atenção à definição do ponto central de um reino, de um continente etc. O centro do Velho Mundo encontra-se, nos livros didáticos daquela época, aproximadamente a 16-18º de latitude norte, e o do Novo Mundo à mesma latitude ao sul. Trata-se de uma transferência de conceitos geodésicos para a geografia, que não traz nenhuma vantagem para o estudo da situação geográfica. Essa definição pode, apenas, reivindicar um valor esclarecedor, que pode servir para expressar com maior nitidez a situação dos espaços centrais. Não pode trazer, entretanto, vantagens diretas para uma ciência como a geografia, que lida unicamente com extensões territoriais. O ponto pode apenas, no máximo, aclarar o espaço segundo sua situação e extensão, adquirindo, assim, valor simbólico. Por exemplo: Medindo-se Oriente e Ocidente no prolongamento de Lisboa até Déli, a cidade de Jerusalém – o prêmio mais alto das guerras de ambas as metades do Velho Mundo, além de cidade sagrada dos cristãos, como também dos muçulmanos – situa-se, assim, no meio. Do mesmo modo, Meca encontra-se aproximadamente no meio do mundo muçulmano. Para a geografia política, a situação de um país será sempre definida através de alguns elementos, com o efeito simplificador do pressuposto de que determinados lugares, zonas, continentes, mares e cordilheiras sejam conhecidos apenas como elementos que podem se relacionar com a situação em questão. A Alemanha fica na zona temperada do hemisfério oriental, entre as latitudes 48 e 55º ao norte, na Europa Central, entre os Alpes e os mares do Norte e o Báltico. Com essa situação, a França pode ser comparada de tal modo que permaneçam as informações principais, da situação entre os Alpes e o mar do Norte, enquanto aparecem a diferença típica da situação na costa atlântica da Europa Central e o deslocamento de 5º ao sul (43 e 51º).
8Os elementos sobre a situação geográfica de um país são também sempre classificatórios, quando caracterizam a pertinência a espaços de diferentes tamanhos. Assim como digo que Rosa canina pertence a um tipo de fanerogâmicas, à família das rosáceas e à espécie Rosa, posso dizer que a Alemanha pertence aos países do hemisfério oriental (ou do Velho Mundo), à zona temperada, à Europa e, aqui novamente, à Europa Central. Poderia ainda citar outros parentescos, como: a Alemanha pertence aos países europeus que se recostam nos Alpes, é parte dos países do mar Báltico e do mar do Norte. Cada afirmação atribui a meu país um conjunto de características e, a cada informação, a imagem do país vai sendo delineada com mais precisão.
- 4 Cumpre observar, para melhor clareza, que não se devem estudar os elementos sobre a situação como e (...)
9Por isso é importante que esses elementos classificatórios sejam alinhados segundo sua sequência natural, decrescendo do mais abrangente ao mais limitado, e que apenas se especifiquem os essenciais. Hemisfério, zona, continente e mar estão ordenados de maneira indiscutível. A sequência dos demais elementos, no entanto, cabe à geografia política definir. Quando denominamos a França o país mais ocidental da Europa Central, situado entre os Alpes e o mar do Norte e, ao mesmo tempo, à margem norte do Mediterrâneo, acreditamos ter descrito o mais essencial do que com os elementos em voga, como: a França fica entre o Reno e o Oceano, entre os Pirineus e o mar do Norte,4 ou: a França é um membro do grupo de estados latinos, ou ainda: a França é um país da Europa ocidental. Geralmente, as características da situação precedem às históricas e às etnográficas.
- 5 Die Lage im Mittelpunkt des geographischen Unterrichtes [A situação como cerne das aulas de geograf (...)
10Essas considerações têm uma relação imediata com o ensino da geografia que, exatamente frente à situação político-geográfica, obtém com frequência resultados onde o mais simples e também o maior se torna mais difícil de abranger do que o complexo.5 Nas experiências cotidianas que faço há anos nos exames de geografia, a característica mais simples dos países – a situação – é a que é tratada com menor clareza. Quando pergunto sobre a situação geográfica da Grécia me respondem ou: a Grécia situa-se no Mediterrâneo, ou: a Grécia encontra-se na península balcânica, ou ainda: a Grécia limita-se a oeste pela Itália e a leste pela Turquia. Os elementos primeiros e maiores – a situação no hemisfério, na zona e o lugar em relação aos maiores continente e mares – passam despercebidos. A Grécia fica na porção norte do hemisfério ocidental, ao sul da zona temperada, no ângulo sudeste da Europa e, por isso, muito próxima da Ásia e bem perto da África. Esta situação não é mais puramente europeia, mas uma situação litorânea ou fronteiriça euroasiática. Uma vez definida a situação na zona, isto é, no hemisfério e em relação à Ásia e à Europa, podemos, então, prosseguir, e a situação da Grécia no Mediterrâneo ser assinalada como a mais oriental das três penínsulas mediterrâneas, em sequência com a Espanha e a Itália. E assim procederemos diante de cada país. Em qual? Em qual zona? Como está no continente a que pertence? Como se situa em relação aos mares, cujas ondas banham suas margens? E sobre os países limítrofes? Essas são as perguntas que se nos apresentam quando queremos obter conhecimento da situação geográfica de um país. É um pensamento classificatório, que segue do maior ao menor, cuja sequência nunca pode ser invertida sem prejudicar a clareza do conhecimento e do julgamento.
Leipzig
Notas
1 A Germânia toda é separada dos povos da Gália, da Récia e da Panônia pelos rios Reno e Danúbio; dos sármatas e dos dácios, por respeito mútuo e pelas montanhas (N. do T.).
2 A medida no original é Q M, que se supõe milhas quadradas (N. do T.).
3 Ratificou-se a opção de traduzir Völkchen (versão diminutiva de Volk) por “povinho”, a fim de transpor ao português a carga semântica pejorativa com que Ratzel se refere aos tchecos, perceptível no parágrafo. Quisesse o autor se referir a esse povo de maneira neutra, não teria usado a forma diminutiva, mas sim a “forma padrão” que denota um grupo homogêneo formado por um número reduzido de indivíduos, ou seja, um “pequeno povo” (kleines Volk). (N. do E.).
4 Cumpre observar, para melhor clareza, que não se devem estudar os elementos sobre a situação como elementos sobre as fronteiras, mesmo no caso em que grandes feições naturais – mares ou montanhas, por exemplo – coincidam com as fronteiras.
5 Die Lage im Mittelpunkt des geographischen Unterrichtes [A situação como cerne das aulas de geografia], palestrada realizada por Ratzel no Congresso Internacional de Geografia em 29 de setembro de 1899 e publicada na Geographische Zeitschrift (N. do T.).
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| Título | Figura 1. Mapa da Europa (Rand McNally and Company, 1897) |
| Legenda | Note-se a excepcional situação geográfica da França, com suas três “frentes”: atlântica, continental e mediterrânea. Somente a Espanha poderia reivindicar semelhante condição no espaço continental, embora de maneira muito mais periférica. |
| Créditos | Rand, McNally & Company's indexed atlas of the world map of Europe. Copyright 1891, by Rand, McNally & Co. Engravers, Chicago. (1897). Disponível na David Rumsey Historical Map Collection <https://www.davidrumsey.com/luna/servlet/s/449bba> |
| URL | http://journals.openedition.org/terrabrasilis/docannexe/image/9288/img-1.jpg |
| Ficheiros | image/jpeg, 6,4M |
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| Título | Figura 2. Detalhe do mapa da Europa – Situação do suposto Reino Polonês, Holanda e Bélgica (Rand McNally and Company, 1897) |
| Legenda | No lado direito do mapa vê-se o suposto Reino Polonês proposto por Ratzel, formado pela porção territorial convexa do Império Russo (em amarelo) vizinha ao Império Alemão, somada à Galícia (em rosa), situada a norte e nordeste do Império Austro-Húngaro, para além dos montes Cárpatos. Na parte central do mapa vê-se a Holanda e a Bélgica, às quais o autor atribui situação muito mais favorável. |
| Créditos | Rand, McNally & Company's indexed atlas of the world map of Europe. Copyright 1891, by Rand, McNally & Co. Engravers, Chicago. (1897). Disponível na David Rumsey Historical Map Collection <https://www.davidrumsey.com/luna/servlet/s/449bba> |
| URL | http://journals.openedition.org/terrabrasilis/docannexe/image/9288/img-2.jpg |
| Ficheiros | image/jpeg, 11M |
Para citar este artigo
Referência eletrónica
Friedrich Ratzel, «Sobre a situação geográfica», Terra Brasilis [Online], 15 | 2021, posto online no dia 31 julho 2021, consultado o 08 setembro 2026. URL: http://journals.openedition.org/terrabrasilis/9288; DOI: https://doi.org/10.4000/terrabrasilis.9288
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